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Decidimos escolher a ilha de Boracay para a nossa segunda aventura pelas Filipinas porque para além de coincidir com épocas festivas (Natal e Ano Novo), íamos também receber família e amigos pela primeira vez ao fim de quase 2 meses de viagem pela Àsia. Sabiamos também que era a ilha mais turistica das Filipinas e poderiamos eventualmente ter dificuldades com os transportes (avião e barco), principalmente por ser uma altura de época alta. Ficámos 15 dias, inicialmente achámos que poderia ser muito tempo, mas até passou rápido. No entanto a nossa experiência por esta ilha não foi a melhor porque ficámos todos doentes cerca de 1 semana, por outro lado estávamos bem instalados e com boas condições para recuperar.

Conteúdos do Artigo

    Como chegar a Boracay

    A viagem do aeroporto de Manila para Boracay (Aeroporto Caticlan) demora cerca de 45 minutos e é feita a partir do terminal 2, que por norma é o terminal usado para voos domésticos. Os terminais ficam afastados uns dos outros, cerca de 15/40 minutos, tendo em conta sempre o trânsito, porque a deslocação é feita por fora do aeroporto com um shuttle gratuito que podemos encontrar nos vários terminais 24h, basta apenas mostrar o  nosso bilhete de avião.

    Caticlan (Godofredo P. Ramos) é o aeroporto mais próximo do porto dos barcos para Boracay, apenas a 5/10 minutos de triciclo (Tuk Tuk) ou Van. Também há o aeroporto de Kalibo que fica na cidade de Aklan e a 1h30 do Porto dos barcos para Boracay, não é tão conveniente. No entanto Caticlan tem menos voos que Kalibo, especialmente voos noturnos.
    Chegando ao aeroporto de Caticlan é possível  apanhar um triciclo que fica a 75 pesos (1,25€) para 1 pessoa ou a 50 pesos (0,80€) por pessoa se forem duas. Há também a opção de van partilhada que fica 100 pesos (1,65€) por pessoa.
    Uma vez no porto é preciso pagar pagar por pessoa: o bilhete do barco que custa 50 pesos (0.85€); a taxa do ambiente 300 pesos (4.95€) e a taxa de entrada do porto 150 pesos (2.50€).

    No nosso caso desde o porto de Boracay, pagámos 500 pesos (8.20€) para uma carrinha privada para 5 adultos e 4 crianças e fomos para a Station 1 que deve demorar cerca de 15/20 minutos. No caso de irem de triciclo para a station 2 ou 3, desde o porto de Boracay devem pagar entre 150 (2.5€) e 300 pesos (5€) para duas pessoas com bagagem e fica a 10/15 minutos desde o porto.

    Na saída de Boracay é necessário pagar novamente a taxa do porto 100 pesos (1.65€) e o bilhete do barco que custa 50 pesos (0.85€).

    O que visitar em Boracay

    Diniwid Beach, localizada antes da Station 1 em Boracay, é uma opção tranquila com apoio de praia, onde podem dispôr de águas, sumos, cervejas e de um restaurante com preços acessíveis. Geralmente, é frequentada mais por locais do que por turistas.

    Na Station 1, podem visitar a Willy’s Rock Beach, onde há uma pequena ilha acessível a pé durante a maré baixa, onde existe uma estátua de uma santa (o acesso é gratuito).

    A Station 2 é conhecida por ser uma área mais turística, abrigando o shopping D’Mall, um espaço agradável ao ar livre com diversas lojas de roupas, souvenirs e restaurantes.

    A White Beach se estende ao longo de aproximadamente 4 km, desde a Station 1 até a Station 3, com areia branca, águas transparentes e palmeiras, criando o cenário perfeito para um paraíso tropical. Independentemente da zona na White Beach, é possível desfrutar de um incrível pôr do sol.

    Onde dormir em Boracay

    O Fairways and Bluewater, localizado na Station 1 em Boracay, é uma opção atraente com quartos espaçosos e confortáveis numa grande reserva de golfe. Os preços variam de 3000 a 5500 pesos (50 a 90€) por noite, dependendo da época, localização do quarto e vista desejada. Embora esteja um pouco distante da Station 2, é facilmente acessível por triciclo (tuk-tuk), que custa geralmente cerca de 150 pesos (2.5€) para um trajeto de ida e volta para até 6 pessoas.

    Escolher ficar na Station 1 proporciona uma experiência mais tranquila, em comparação com a agitação da Station 2 ou 3. A área é menos movimentada, mas a facilidade de acesso através de triciclo torna essa escolha equilibrada.

    Na Station 2, especialmente na área do D’Mall, você encontrará uma variedade de opções de acomodação para todos os orçamentos. Essa região pode ser um pouco mais movimentada e barulhenta, mas oferece uma atmosfera vibrante.

    Na Station 3, há também diversas opções de acomodação, com a vantagem de ser uma área mais tranquila e, muitas vezes, mais econômica em comparação com a Station 2.

    Todas as stations têm opções de acomodação à beira-mar, embora os preços possam ser mais elevados. No entanto, afastarem-se alguns metros pode resultar em tarifas mais acessíveis, mantendo a conveniência de estarem a uma curta distância a pé da praia.

    Onde comer em Boracay

    Na saída do hotel onde ficamos (Fairways and Bluewater) há um mercado local mesmo ao lado da saída principal, com preços de comida muito acessíveis e com música ao vivo. De frente da entrada principal há o Shopping City Mall onde tem algumas lojinhas, farmácia e um supermercado grande.

    Na station 2, dentro do próprio D’mall e na primeira linha de praia, é onde tem mais variedade de restaurantes, desde comida filipina, italiana, mexicana, japonesa entre outras.

    Na Station 1 não têm assim tantas opções porque a grande parte dos sítios estão ocupados por resorts privados em cima da praia.

    Na Station 3 é menos turístico, apesar de haver também muito movimento e tem igualmente opções de restaurantes e hóteis. A praia apesar de ser também uma parte da White Beach, é a zona onde atracam todos os barcos, que de alguma forma lhe tira a sua beleza.

    Experimentámos o Sunnyside Café para tomar um brunch que fica na Station 1 perto da Will’s Rock Beach. Normalmente temos de aguardar para ter mesa e tem várias opções de pratos, bowls de frutas e bebidas; todos eles são recomendados e com muito bom aspecto. Os preços em média são 500/600 pesos (9€/10€). Pedimos a sandes de manga com bacon e queijo e um sumo natural calamansi (laranja local); estava bom mas não surpreendeu.

    Jantámos no Steam Punk, uma hamburgueria, onde comemos um “chorizo burguer”; os preços a rondam os 600/700 pesos (10€/12€) com batatas fritas caseiras deliciosas e bebida.

    Dicas e curiosidades

    Há multibancos em toda a ilha por isso nesta ilha em particular não precisam de estar preocupados em trazer dinheiro, podem levantar cá sempre que quiserem. 

    O aluguer da Mota aqui é bastante caro comparando com outras ilhas nas Filipinas. Uma mota pequena pode custar entre 15€/20€ por dia se alugarem para uma semana, e por dia pode custar 30/40€. Achamos que isto também poderá ser um incentivo para não haver muita circulação de motas na ilha e preservar o ambiente, evitando a poluição do ar. Já os triciclos são todos elétricos.

    A melhor altura do ano para visitar Boracay é entre Novembro e Abril que é a época em que as temperaturas são mais amenas e a probabilidade de chuvas é menor, por outro lado a tendência dos ventos de nordeste são mais fortes. É uma estação oposta à estação chuvosa, conhecida como Habagat que vai de Maio a Outubro. No entanto, em qualquer mês do ano faz calor em Boracay, a diferença é que poderá ser mais quente e seco e também haver tendência para mais chuvas. 

    A ilha de Boracay esteve encerrada ao turismo desde abril de 2018 durante 6 meses. Isto deveu-se ao facto de hóteis, restaurantes e moradores locais, não controlarem a quantidade de lixo e esgotos que eram lançados diretamente ao mar, porque não havia sequer um sistema adequado para controlar isso. Outro dos motivos foi a quantidade de construção ilegal que começou a aparecer mesmo em cima da praia e não só. Mas tudo isso que estava mal, foi demolido durante este período. Também foram feitas novas estradas para desafogar a quantidade de trânsito nesta tão pequena ilha que tem apenas 7km de comprimento por 1km de largura. Hoje em dia temos um novo paraíso na ilha de Boracay, com mais respeito pelo ambiente e com regras de construção. Atualmente não se pode beber alcool pelas ruas nem tão pouco na praia. Os triciclos (transporte local e mais comum), foram transformados em veiculos elétricos para contribuir na diminuição da poluição na ilha.

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